Isto é a liberdade: sentir o que o seu coração deseja, independente da opinião dos outros.
(Paulo Coelho)

O texto que segue abaixo recebi de um amigo do facebook e eu desconheço o autor. É uma metáfora da relação do homem com Deus. O homem é visto nas figuras de dois bebês gêmeos e Deus na figura da mamãe. O ventre, é como o mundo material. A vida depois do parto, como a vida depois da morte. É muito interessante.
Um
diálogo no ventre
No ventre de uma mulher grávida,
dois gêmeos dialogam:
- Você acredita em vida após o
parto?
- Claro! Há de haver algo após o
nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós
precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o
nascimento. Afinal, como seria essa vida?
- Eu não sei exatamente,
mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com
nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é
impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão
umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o
cordão umbilical é muito curto.
- Sinto que há algo mais. Talvez seja
apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter
aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá. O
parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais
do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será
depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará
de nós.
- Mamãe? Você acredita em mamãe?
Se ela existe, onde ela está?
- Onde? Em tudo à nossa volta!
Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não
existiríamos.
- Eu não acredito! Nunca vi
nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.
- Bem, mas ás vezes quando
estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando
nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e,
no momento, estamos nos preparando para ela.

Vamos todos nos unir e salvar o Planeta Terra!
Afinal, fazemos parte dele!

Greenpeaces separou 52 dicas ecológicas que são pequenas ações que todos nós podemos colocar em prática.
DICA nº 3:
COZINHE EM
FOGO MÍNIMO
A comida não cozinha mais rapidamente com fogo alto, pois a água
não ultrapassa 100ºC em uma panela comum.

O
chão está úmido. Minhas costas sentem sua friagem. Há uma brisa
fresca e uma lua linda. Arranha céus não só arranham o céu como o
rasgam. Num beco vazio da cidade vejo minha imagem refletida em
nuvens escuras de minha vida. Minha vida? Aaaahhhh! Quero gritar,
mas gritos e lágrimas são expressões funestas nesta vida-morte.
Talvez quando as tivesse ainda eu estivesse viva.
Espere! A
mim, o mundo de um só. Aos outros, a comunidade. Nas nuvens do meu
passado vejo: criança - mãe, dois irmãos; adolescente - mãe,
padrasto, quatro irmãos, colegas, amigos inimigos; adulta - esposo,
vizinhas, colegas; hoje - ninguém. Todos me acusam. Erros? Muitos
erros, a nuvem mais carregada. Ser pobre, ter fome, não ter casa,
nem emprego, nem ninguém. Não há ninguém dentro do peito. A
escuridão da alma-noite é mais fria que a vida, faz parte da
solidão.
É dia. Há
uma multidão em minha volta. A minha solidão é a mais profunda. Já
que estou sozinha, vou fazer o que quero. Levantar desta laje fria,
ressuscitar da sepultura e gritar para mim mesma ouvir. Anunciar a
criação de um novo mundo, o meu mundo. O mundo em que sou Deus.
Senhora de minhas ações! Pensando bem, criarei algo novo. Aqui se
falará a minha língua. Aqui quem tiver menos será o rei. Aqui quem
não conhecer ninguém será condecorado. Aqui o nada existirá, mas o
nada só fará parte de meu mundo.
Ei! Vamos
brincar? Falemos na minha língua. Anestropio o lasca dod novoader
siluadar? Você não entendeu? O que está acontecendo? Querem
destruir meu novo mundo? Não, não me coloquem aqui! Não me prendam!
Não me levem para aquele lugar horrível. Deixem-me viver em meu
mundo. O que tem contra isso? É contra a sociedade? Mas quando eu
vivia com vocês me diziam que eu era contra a sociedade. O que há?
Sei que não me ouvem. Essa voz vem de meu novo mundo... dos meus
sentimentos. Estou adormecendo, morrendo novamente e na minha
vida-morte renascendo.
Não tenho
chance de ressuscitar em meu mundo. A lua está coberta de nuvens
negras outra vez. Há alguém aqui? Claro que não. O todo que me
espera é a liberdade de minha alma. A liberdade em mim mesma,
dentro de um hospital psiquiátrico. Estou louca. Louca? Ou só? Sim,
em busca de meu mundo destruído, tentando criar um
melhor.
(Texto de Cláudia Elisabeth Ramos)
